domingo, 7 de março de 2021

A natureza reage!

Num momento de tanta dor e sofrimento por toda parte, decorrentes do vírus da Covid19 e suas muitas variantes que surgem, com milhões de mortos e sequelados, e tantos outros milhões em situação de miséria e muita dor, ver a frase que abre está publicação, "A natureza reage!" É uma constatação difícil mais oportuna, e ela reage de muitas formas as diversas agressões e omissões dos homens, a pandemia muitos sustentam que é mais uma destas reações entre muitas que devem vir, onde a natureza se volta contra as ações destrutiva humanas, atingindo de forma intensa e indesejada (para quem tem alguma consciência) o meio ambiente e a nossa morada na Terra.

Mas para além das agressões e riscos mais comuns, nosso foco é a relação destrutiva do homem com nosso planeta, por meio de experimentos e produção de energia nuclear, ou de eventos e artefatos baseados em princípios de fusão ou fissão nuclear, usando as usinas termonucleares e a exploração destes meios e as armas nucleares. Temos denunciado muitos eventos e repassado informações a sociedade, para que compreendam os riscos que enfrentamos, e com tantas outras alternativas, como a energia solar, dos ventos, das ondas do mar, e a tradicional hidroéletrica (ainda que tenhamos muitas restrições a projetos que alteram e destroem ambientes), são menos destrutivas ou livres de riscos, considerado o potencial de destruição associado a incidentes nucleares.

E o que nos chama a atenção é que também aos efeitos destrutivos de tragédias provocadas por vazamentos de combustível nuclear, e de radiações emitidas por desastres até certo pontos recentes, como Chernobyl ou Fukushima, a natureza também reage aos males provocados, e em meio ao deserto humano criado pelas áreas radioativas, ela se recupera como pode e ainda que de uma forma precária.  Este é o ponto que queremos destacar e chamar a atenção de todos, pois estamos criando "nova forma" de relação entre a natureza e os homens, onde não há espaço para nós nem uma ocupação possível a médio prazo das áreas atingidas, e que dão parte da dimensão do que podemos estar expostos, sem considerar a perda de vidas e outras perdas materiais inerentes. Fukushima nos mostra um pouco do que falamos.

A zona de exclusão de Fukushima está sendo tomada por animais selvagens - Giz Modo UOL 08.01.2021 

 

Javali selvagem em Fukushima. Crédito: Universidade da Georgia
                                   Javalis e outros animais ocupam áreas em Fukushima -                                Reprodução (Foto a crédito da: Universidade da Georgia)

Fukushima: vida selvagem floresce na zona de exclusão da usina nuclear - Tecmundo 08.01.2020 

Imagem de: Fukushima: vida selvagem floresce na zona de exclusão da usina nuclear
Foto de localidade na área de exclusão de Fukushima (reprodução do sítio Tecmundo)

 

5 fotos incríveis da natureza tomando conta da abandonada Fukushima - Revista Galileu 05.08.2017

 

Fukushima (Foto: Reprodução/ Takehana / The Asahi))
Fukushima área abandonada - Reprodução (Foto: Reprodução/ Takehana / The Asahi) 

 

Chernobyl 30 anos: idosos em zona de contaminação se recusam a sair - Fantástico 01.05.2016 (GloboPlay)

 

Chernobyl  foi um caso de alto risco que atemorizou o continente europeu, dada a gravidade, e há motivos para este medo que ainda hoje assusta todos que residem nas proximidades de usinas nucleares, e casos e relatos de pessoas que sobreviveram ao incidente e podem ter sido atingido de forma grave, mantém muita gente em terror, ainda que alguns casos não sejam mais que lendas, algumas abundantemente explorada nas redes sociais e supostos documentários, como o que reproduzimos para ilustração, mas que teriam muito pouco de verdade, ou evidências de que não sejam mais que especulações fantasiosas como a brasileira que apresentamos. De qualquer forma há sim resultados danosos da radiação, que não podemos descartar.

 


Por ser um incidente mais antigo, Chernobyl encontra-se em um estágio e condições de ressurgimento da natureza mais acentuado, apesar de ser incidente diferente de Fukushima em termos de intensidade e outros aspectos. Na cidade soviética (na Ucrânia), podemos ver prédios enormes em meio a uma selva que a envolve gradativamente, algo bem explicito e mais intenso de que no Japão, ao menos aparentemente. 

Para a natureza, o acidente nuclear de Chernobyl foi menos destrutivo que a presença humana na região, indica estudo - Aventuras na História 27.06.2019

 

Vista de parte de Chernobyl (foto reprodução da Revista Planeta)


      



Natureza ocupa zona de exclusão criada ao redor de Chernobyl - Revista Planeta 27.06.2019

Desastre de Chernobyl: o que aconteceu e os impactos a longo prazo - National Geographic 06.06.2019

 

Prevê-se que a descontaminação da área ao redor do desastre nuclear de Chernobyl persista por décadas, ...
Áreas atingidas em Chernobyl (Foto reproduzida do National Geographic)

 

O misterioso destino da vida selvagem em torno de Chernobyl - BBC 26.04.2016

O que fica evidente é que a natureza nestes processos, busca forma de se recuperar em detrimento dos homens, e justo por ser em área imprópria a permanência humana, ganha vitalidade e se recria, claro com uma ou outra sequela, mas se recria como tem mostrado os fatos, e nós não somos parte direta deste ciclo e até somos dispensáveis. Contudo isso não quer dizer que foi algo bom, e não devemos buscar sua repetição.

O que sabemos sobre as mutações animais de Chernobyl - Greelane 18.07.2019

As deformações dos animais que vivem na zona de exclusão de Chernobyl - MAGG Sapo PT 03.06.2019

Estariam os lobos de Chernobyl disseminando mutações? National Geographic Brasil 18.07.2018 


Este potro de oito patas é um exemplo de mutação animal de Chernobyl.
Animal deformado, efeito de Chernobyl (reprodução do Greelane)

 

Apesar da  recuperação da natureza, e de tantos anos após o incidente ocorrido em 1986, ainda se sabe pouco sobre o real estado de saúde de muitos dos animais e possíveis deformações genéticas, também como a radiação tem afetado a vida como um todo na área de exclusão de Chernobyl, um local de acesso proibido, por isso não dá para comemorar muito os sinais que vemos ultimamente, apesar de serem positivos.

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