sexta-feira, 3 de abril de 2026

O perigo nuclear!

Por muitas razões é maior o risco de uma tragédia nuclear de grandes proporções, e vários fatores contribuem para este cenário, como o crescimento do uso de reatores, não só em usinas, algumas das quais em áreas em conflitos, ou em funcionamento por muitos anos, e com ocorrências de falhas ocasionais de operações e funcionamento, a maior parte tidas por leves, mas nem sempre, como vemos ao longo da última década, ou para além dos incidentes históricos de Fukushima no Japão, e Chernobyl na antiga União Soviética.

A expansão de uso ou projetos de reatores nucleares portáteis, em módulos móveis para fins civis, em foco e desenvolvimento, à exemplo das iniciativas russas, a manutenção ou retomada de investimentos no setor, até por iniciativas de grandes empresas como a Microsoft em prol das operações de Data Center's, são avanços que trazem mais riscos com massificação de instalações de pesquisas e desenvolvimento, ou até na geração, sinais existem até no Brasil, alguns recentes.



Sem dúvidas uma das maiores preocupações, bem presentes e intensas, vem das guerras e conflitos em curso, com ameaças claras ou veladas, principalmente naquela que ocorre entre Rússia e Ucrânia, onde uso de artefatos nucleares já foi ventilado, ou o armamento como fonte de intimidações, até relativas a posições expostas pelos EUA em suas manifestações ou por outros aliados, como acusaram os russos de tentativas de acesso da Ucrânia a bombas sujas, ou artefatos que venham do Reino Unido. Mas ainda nos parece, que a Rússia quer evitar precedentes perigosos na fase atual do conflito, contudo não são apenas estes os fatores de riscos nucleares, com ataques ocorrendo a instalações de geração de energia e arredores, muito perigosamente.


Foto reproduzida do sítio da CNN






A atual situação no Golfo Pérsico, os ataques israelenses e americanos em meados de 2025, com bombas poderosas sobre centro de produção de combustível nuclear no Irã, como Nantz, e com destruições pesadas com riscos de vazamentos de radiação, que outra vez ocorrem nos bombardeios repetidos pelos EUA e Israel, desde 28 de fevereiro, que atingem de forma ilegal o Irã e suas instalações nucleares. Acrescentem a isso a possibilidade dos americanos que não estão se saindo bem na guerra, longe de atingirem seus principais objetivos, e com intenções declaradas de usar contra os iranianos armas nucleares táticas, muito nocivas as populações e as infraestruturas civis, criminosamente e com fins de manter algum poder.

Os riscos são concretos e intensos, a possibilidade de descontrole acentuado por parte de potências nucleares em conflitos como os EUA e Israel, sob o comando de líderes sem valores como Trump ou Netanyahu, ou o crescimento do uso e busca de arsenais ou meios nucleares militares pela Coreia do Norte, China, França, e novos atores ou países, são sinais muito ruins e não desprezíveis.

O mundo caminha errante e sem destino bom!




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