sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Um erro sem tamanho.



Tudo que envolve os eventos relacionados as fatídica destruição de Hiroshima e Nagasaki no Japão em agosto de 1945, é um erro descomunal e triste precedente para o mundo, que gera medo e uma ameaça que se propaga desde as detonações das bombas atómicas sobre a população das duas cidades, um fantasma cada vez mais presente em nossos dias e em nossas sociedades, em meio a guerras e conflitos políticos e ideológicos muito sérios e urgentes.

O que aconteceu no passado ao Japão é uma triste situação que tem efeitos ruins até hoje, não só pelas milhares e milhares de vidas perdidas ou afetadas, mas pelo que ainda simboliza e como exemplo do que pode acontecer, muito mais agravado e não só pela via militar ou detonações de novas bombas. O aniversário da destruição atômica, é um lembrete, em tempo de mais mísseis, mais submarinos e navios nucleares, mais reatores, mais reatores portáteis, mais loucura e mais violência e guerras.

Nossa solidariedade ao povo japonês, no momento que relembramos a violenta ação americana, seus efeitos e a maldade humana que mata e destrói.

Hiroshima nunca mais!


Coreia do Norte se prepara para possível conflito contra o Japão - Gazeta do Povo 06.08.2026


Diga não as Termonucleares: Uma semana difícil, lembranças difíceis. - 09.08.2020


Diga não as Termonucleares: O dia da morte aos milhares - 06.08.2017


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Fukushima repete Chernobyl

Ao menos em alguns aspectos a tragédia de Fukushima no Japão, repete ou se assemelha a a de Chernobyl na antiga URSS, União das Repúblicas Socialistas Soviética, e não é em vítimas ou simplesmente na evacuação das áreas que falamos, ou coisa assim, mas num aspecto específico depois de décadas de abandono e radiação, que ocorrem em ambas localidades.

Em ambas a natureza se "mostra resiliente", se "recupera", e dá lugar a eventos excepcionais, onde ainda sobre efeito da radiação uma fauna local "prospera", e faz surgir grupos de animais selvagens tomando os espaços antes urbanos, também a transformação ou incorporação de animais antes domésticos em grupos com selvagens, em Chernobyl caninos, em Fukushima porcos com javalis, e além destes supostos híbridos resultados de cruzamento e alterações genéticas por consequência da radioatividade, presentes no Japão, animais com mutações que em Chernobyl são encontrados, não necessariamente entre estas espécies citadas, algo que precisar ser acompanhado e estudado para compreender bem.

Lembremos do posto:



E vejam o que diz:



Javalis e porcos Fukushina - Imagem AH


É melhor evitar acidentes nucleares do que apostar na recuperação das áreas atingidas, o tempo  age contra nós, e o que pode se dar é imprevisível!

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Chernobil 40 anos.

Dentre um dos incidentes nucleares mais intensos e graves da história, a catástrofe nuclear de Chernobil na antiga União Soviética, ainda hoje após 40 anos, deixa prejuízos e danos enormes em toda região, ao meio ambiente, a fauna, aos rios, a todo ecossistema bastante afetado e em transformação, de forma muito perigosa e sensível.

Uma eterna lembrança daquele 26 de abril de 1986, que o mundo ainda não pode dimensionar totalmente, e até agora precisa ser acompanhado enquanto evento de enorme destruição prolongada e constante, ainda que também represente um fenômeno de resiliência da natureza e da vida, e um sinal de advertência para humanidade.


40 anos de algo que não deveria se repetir!


Chernobyl não acabou: após 40 anos, radiação ainda afeta animais | G1 03.05.2026

Diga não as Termonucleares: A natureza reage! 07.03.2021

Diga não as Termonucleares: Tchernobyl, 25 anos da tragédia dia 26.04 - 20.04.2011


Chernobil - fotos Google Imagem 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

O perigo nuclear!

Por muitas razões é maior o risco de uma tragédia nuclear de grandes proporções, e vários fatores contribuem para este cenário, como o crescimento do uso de reatores, não só em usinas, algumas das quais em áreas em conflitos, ou em funcionamento por muitos anos, e com ocorrências de falhas ocasionais de operações e funcionamento, a maior parte tidas por leves, mas nem sempre, como vemos ao longo da última década, ou para além dos incidentes históricos de Fukushima no Japão, e Chernobyl na antiga União Soviética.

A expansão de uso ou projetos de reatores nucleares portáteis, em módulos móveis para fins civis, em foco e desenvolvimento, à exemplo das iniciativas russas, a manutenção ou retomada de investimentos no setor, até por iniciativas de grandes empresas como a Microsoft em prol das operações de Data Center's, são avanços que trazem mais riscos com massificação de instalações de pesquisas e desenvolvimento, ou até na geração, sinais existem até no Brasil, alguns recentes.



Sem dúvidas uma das maiores preocupações, bem presentes e intensas, vem das guerras e conflitos em curso, com ameaças claras ou veladas, principalmente naquela que ocorre entre Rússia e Ucrânia, onde uso de artefatos nucleares já foi ventilado, ou o armamento como fonte de intimidações, até relativas a posições expostas pelos EUA em suas manifestações ou por outros aliados, como acusaram os russos de tentativas de acesso da Ucrânia a bombas sujas, ou artefatos que venham do Reino Unido. Mas ainda nos parece, que a Rússia quer evitar precedentes perigosos na fase atual do conflito, contudo não são apenas estes os fatores de riscos nucleares, com ataques ocorrendo a instalações de geração de energia e arredores, muito perigosamente.


Foto reproduzida do sítio da CNN






A atual situação no Golfo Pérsico, os ataques israelenses e americanos em meados de 2025, com bombas poderosas sobre centro de produção de combustível nuclear no Irã, como Nantz, e com destruições pesadas com riscos de vazamentos de radiação, que outra vez ocorrem nos bombardeios repetidos pelos EUA e Israel, desde 28 de fevereiro, que atingem de forma ilegal o Irã e suas instalações nucleares. Acrescentem a isso a possibilidade dos americanos que não estão se saindo bem na guerra, longe de atingirem seus principais objetivos, e com intenções declaradas de usar contra os iranianos armas nucleares táticas, muito nocivas as populações e as infraestruturas civis, criminosamente e com fins de manter algum poder.

Os riscos são concretos e intensos, a possibilidade de descontrole acentuado por parte de potências nucleares em conflitos como os EUA e Israel, sob o comando de líderes sem valores como Trump ou Netanyahu, ou o crescimento do uso e busca de arsenais ou meios nucleares militares pela Coreia do Norte, China, França, e novos atores ou países, são sinais muito ruins e não desprezíveis.

O mundo caminha errante e sem destino bom!




segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

EUA estimulam aumento de riscos.


O comportamento recente dos americanos, seja em relação a sua política internacional ou as várias intervenções realizadas à pouco, como na Venezuela, inclusive com operações armadas e ameaças aos antigos aliados na América do Sul, e para além desta, visando por intimidações e coerções, forçar muito mais que o alinhamento político ou econômico de alguns países, mas algo que beira a imposição de submissão dos governos e populações, aos seus interesses da potência "ianque", tem desencadeado graves ações recíprocas ou com fins retaliatórios, aproximando adversários dos EUA contra as investidas de Donald Trump, mesmo contra países como Dinamarca e Canadá, ou fazendo com que a confiança de aliados e nações próximas (muitas do tradicional bloco da OTAN), se desgastem ao ponto de criar maiores riscos políticos e militares, com demandas correntes de armas e tecnologias capazes de criar alguma condição de segurança aos que se sente cada vez mais ameaçados pelas atitudes americanas, estando desconfortáveis em não contar com o devido respeito as suas democracias e soberanias nacionais.








Tais fatos fazem com que muitas nações já repensem suas adesões e inserções aos tratados de controle de armas nucleares, ou a até então, suas crenças em instrumentos de ações conjuntas nas quais os americanos surgiam como "avalistas da paz, ou da ordem e segurança mundial", jogando por terra os esforços realizados desde a construção de organismos multilaterais, sejam de não proliferação de armas atômicas, sejam de salvaguarda e resolução de conflitos como a ONU, cada vez mais desacreditados com as iniciativas, desastrosas das potências, como intervenções americanas e russas, ou o pretenso uso de armas poderosas em uma nova "guerra fria", com uma nova corrida armamentista e nuclear, para além da China, Rússia, e dos próprios americanos, e com as contantes ameaças de uso de armas de destruição em massa e guerras generalizadas alardeadas. 

Assistimos outros como Coreia do Norte, Paquistão e alguns que escalam os patamares de potências nucleares, ampliarem esforços na direção das armas atômicas, enquanto outros que ainda não ingressaram no restrito clube, movem-se nesta direção e estão revendo suas políticas, antes menos belicosas ou explícitas.


Fonte: Brazil Journal - Meta busca energia nuclear para data centers, urânio chama atenção - 12.01.2026


Fonte: Valor Econômico Japão permitirá que setor privado use centros de pesquisa em fusão nuclear -12.01.2026

Diga não as Termonucleares: Retrocesso e mais riscos - 17.11.2025


Meta busca energia nuclear - foto A Gazeta


Mesmo no uso da energia nuclear para fins pacíficos, uma maior procura por tecnologias de tal envergadura, geram maiores demandas e riscos, com empresas e governantes propensos ao uso maior de soluções atômicas, tais como usinas nucleares específicas para suprir demandas de energia em data centers, para empresas de tecnologias digitais e IA, como cotadas pela Meta, ou na criação de microreatoes e formas de suprimentos adicionais para fins civis ou militares, como cogitam os brasileiros, o que deve ampliar o uso de reatores nucleares, e claro, também os riscos, até em pesquisas e desenvolvimento (ainda que válidas e esperadas), por atores "menos tradicionais" e com "menor capacidade" de conter os problemas decorrentes, não só de acidentes, ou algo cada vez mais perigoso, os ataques militares as instalações de pesquisas de forma arbitrárias, e como alvos estratégicos "pouco legítimos", como ocorreu no Irã, com efeitos impensáveis, sem esquecer dos já existentes ou decorrentes de mais lixo radioativos e subprodutos indesejados das muitas instalações nucleares, que se multiplicaram ainda mais em tais escolhas.


“Sol artificial”: reator de fusão da China ultrapassa limite considerado inalcançável e muda as regras do jogo da energia nuclear - 07.01.2026

Blog do José Dilson: Defender nosso povo é essencial. - 07.01.2026


O mundo enfrenta uma escada muito perigosa!

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Retrocesso e mais riscos

Sem mais lixo nuclear? Finlândia vai transformar residuos nucleares em energia renovável - Olhar Digital 13.11.2025


Imagem da usina de usina de Olkiluoto (Imagem: TVO / divulgação) - Olhar Digital 


Por algum tempo a humanidade assistiu os esforços de governos, líderes e organizações, na tentativa de estabelecer acordos e controlar uma corrida de morte e muitos riscos, seja no uso e produção de armas nucleares, extremamente destrutivas, ou na ampliação de usinas e centros ou formas de geração de energia nuclear, inclusive com fechamento de antigas unidades ou com a substituição por processos mais seguros e outras matrizes energéticas, como a solar e eólica.


Sem depósito de rejeito radioativo, usinas de Angra 1 e 2 podem parar já em 2030 | Empresas | Valor Econômico 17.11.2025


Análise: Energia nuclear ensaia retomada, mas Ocidente ainda reluta - Valor 16.11.2025


Contudo, recentemente isso tem mudado, gerando um ambiente propício a retrocessos, e muitos riscos que pareciam estarem em queda ou sob algum controle, graças a políticos e governantes propensos a ações beligerantes e ao desprezo com as preocupações das sociedades no mundo, relativas a proteção do meio ambiente, da vida, e na busca de alternativas mais seguras, formas melhores de geração de energias limpas e sustentáveis, e de menor riscos.


E os riscos? Diga não as Termonucleares 01.06.2025


Os ataques israelenses e americanos as instalações nucleares iranianas, além de causarem riscos de vazamentos radioativos, trouxeram incertezas e causaram uma pressão maior, com vários países buscando ampliar seu potencial de defesa, considerando usos de tecnologia nuclear para isso, pois mais países buscam obter submarinos nucleares e meios afins, como Austrália, Coreia do Sul, Brasil e outros. Também as grandes potências agem de forma irresponsável, ampliando seus arsenais e descumprindo e ignorando antigos acordos de controle de armas nucleares, o que em si mesmo é um risco enorme, e o descompensado do Donald Trump, põem mais lenha nesta fogueira em relação aos recentes anúncios de novos testes nucleares pelo Estados Unidos, o que deve fazer China, Rússia e Coreia do Norte adotarem o mesmo comportamento, algo que não se ver há décadas.


Trump anuncia que EUA fará novos testes nucleares após três décadas - Metrópoles 14.11.2025


Rússia aposta no Sudeste Asiático para vender pequenos reatores nucleares | Mundo | Valor Econômico 04.11.2025


É preciso reagir a estes comportamentos tão destrutivos, adotados por líderes e governos, onde a sociedade e a população em cada país, não deve permanecer em silêncio, e deve ponderar as atitudes de seus governos nos processos decisivos sobre o tema, ou no tocante as suas atitudes de pouco caso, com o nosso planeta, não apenas relativas ao uso cada vez mais inconsequente dos meios de produção de artefatos e energia nuclear, como vistos nos planos russos de produzir e fornecer centrais portáteis, reatores nucleares portáteis espalhados pelo mundo, como se fossem pequenas e potenciais bombas a explodir, ou a aumentar os riscos de acidentes e contaminação radioativas em casos de falhas ou sabotagens. Algo que deveria estar também em debate na COP 30 em Belém do Pará, no Brasil, e não se vê iniciativas para tanto, concentrando os debates nas questões dos combustíveis fósseis, seu uso e abandono.

Nós e o mundo, não precisamos e não queremos este ambiente nocivo e de riscos elevados as nossas vidas e existência, basta de loucuras e destruições!


quarta-feira, 13 de agosto de 2025

O Japão relembra!

Aniversário das tragédias provocadas pelos americanos em agosto de 1945, com detonações de duas bombas nucleares, uma em Hiroshima e a outra em Nagasaki, são momentos oportunos de reflexões, tanto quanto aos danos, destruição e mortes provocadas, como as futuras ameaças que podem se concretizar num mundo em conflitos, e com líderes instáveis como Donald Trump que faz de ameaças e da força, uma política danosa de relacionamento com os povos no mundo.

Além das tristes razões das celebrações em memória dos japoneses vitimados, cabe ressaltar que é necessário este alerta pela responsabilidade no mundo, quanto ao uso do poder e da energia nuclear, evitando também tragédias que se repetiram, inclusive no Japão com Fukushima e os danos por contaminações que o evento acarretou.

Um momento importante que não pode ser esquecido, e merece o cuidado e atenção do mundo, e das autoridades responsáveis pelo seus rumos. 

Neste contexto se insere a necessidade de contenção de atores e players internacionais, não sendo apropriadas ações de agressão e destruições promovidas por Israel e EUA as instalações de enriquecimento de urânio no Irã, até este momento o país não mostrava sinais concretos de que poderia produzir uma arma nuclear, segundo muitos analistas, e os ataques que ocorreram, além de representar riscos a população civil, pode empurrar o Irã a optar por armas nucleares para se protegerem dos intentos de agressões futuras, onde fica clara a inutilidade dos bombardeios realizados.

Nossa total solidariedade e respeito aos japoneses, e nossas manifestações de decepção com as mentiras de Israel e dos Estados Unidos sobre o Irã!


Foco BRASIL: Uma guerra, muitas mentiras. - 17.06.2025




Mais um triste aniversário - Diga Não as Termonucleares 07.08.2023