O comportamento recente dos americanos, seja em relação a sua política internacional ou as várias intervenções realizadas à pouco, como na Venezuela, inclusive com operações armadas e ameaças aos antigos aliados na América do Sul, e para além desta, visando por intimidações e coerções, forçar muito mais que o alinhamento político ou econômico de alguns países, mas algo que beira a imposição de submissão dos governos e populações, aos seus interesses da potência "ianque", tem desencadeado graves ações recíprocas ou com fins retaliatórios, aproximando adversários dos EUA contra as investidas de Donald Trump, mesmo contra países como Dinamarca e Canadá, ou fazendo com que a confiança de aliados e nações próximas (muitas do tradicional bloco da OTAN), se desgastem ao ponto de criar maiores riscos políticos e militares, com demandas correntes de armas e tecnologias capazes de criar alguma condição de segurança aos que se sente cada vez mais ameaçados pelas atitudes americanas, estando desconfortáveis em não contar com o devido respeito as suas democracias e soberanias nacionais.
Tais fatos fazem com que muitas nações já repensem suas adesões e inserções aos tratados de controle de armas nucleares, ou a até então, suas crenças em instrumentos de ações conjuntas nas quais os americanos surgiam como "avalistas da paz, ou da ordem e segurança mundial", jogando por terra os esforços realizados desde a construção de organismos multilaterais, sejam de não proliferação de armas atômicas, sejam de salvaguarda e resolução de conflitos como a ONU, cada vez mais desacreditados com as iniciativas, desastrosas das potências, como intervenções americanas e russas, ou o pretenso uso de armas poderosas em uma nova "guerra fria", com uma nova corrida armamentista e nuclear, para além da China, Rússia, e dos próprios americanos, e com as contantes ameaças de uso de armas de destruição em massa e guerras generalizadas alardeadas.
Assistimos outros como Coreia do Norte, Paquistão e alguns que escalam os patamares de potências nucleares, ampliarem esforços na direção das armas atômicas, enquanto outros que ainda não ingressaram no restrito clube, movem-se nesta direção e estão revendo suas políticas, antes menos belicosas ou explícitas.
Fonte: Brazil Journal - Meta busca energia nuclear para data centers, urânio chama atenção - 12.01.2026Fonte: Valor Econômico Japão permitirá que setor privado use centros de pesquisa em fusão nuclear -12.01.2026Diga não as Termonucleares: Retrocesso e mais riscos - 17.11.2025 |
| Meta busca energia nuclear - foto A Gazeta |
Mesmo no uso da energia nuclear para fins pacíficos, uma maior procura por tecnologias de tal envergadura, geram maiores demandas e riscos, com empresas e governantes propensos ao uso maior de soluções atômicas, tais como usinas nucleares específicas para suprir demandas de energia em data centers, para empresas de tecnologias digitais e IA, como cotadas pela Meta, ou na criação de microreatoes e formas de suprimentos adicionais para fins civis ou militares, como cogitam os brasileiros, o que deve ampliar o uso de reatores nucleares, e claro, também os riscos, até em pesquisas e desenvolvimento (ainda que válidas e esperadas), por atores "menos tradicionais" e com "menor capacidade" de conter os problemas decorrentes, não só de acidentes, ou algo cada vez mais perigoso, os ataques militares as instalações de pesquisas de forma arbitrárias, e como alvos estratégicos "pouco legítimos", como ocorreu no Irã, com efeitos impensáveis, sem esquecer dos já existentes ou decorrentes de mais lixo radioativos e subprodutos indesejados das muitas instalações nucleares, que se multiplicaram ainda mais em tais escolhas.
“Sol artificial”: reator de fusão da China ultrapassa limite considerado inalcançável e muda as regras do jogo da energia nuclear - 07.01.2026
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O mundo enfrenta uma escada muito perigosa!
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