Se confirmada a versão da imprensa, o Brasil se supera no controle das fontes e produtos emissores de radiação!
Realmente, o controle do transporte, uso e descarte de materiais radioativos é muito eficiente, até a PM paulista está atuando!
Talvez devêssemos aproveitar a ocasião e pedir ajuda a alguém que esteja interessado em sucatas, talvez o resultado seja mais significativo do que o que ocorreu em Goiania com o Césio 137. Ou até mesmo divulgar aos interessados em obter material radioativo quem sabe para elaborar uma bomba suja, ou qualquer coisa do gênero, que fazendo um tur pelo Rio ou São Paulo pode encontrar material radioativo largado numa esquina qualquer!
PM encontra material radioativo na Anhanguera, em SP - Yahoo 25.07
Suspeita de material radioativo isola estrada próxima à Anhanguera - Folha de SP 25.07
Este blog tem a função de alertar a sociedade sobre os perigos provenientes da radiação nuclear, liberada por usinas termonucleares. Dizemos não a instalação de novas usinas nucleares no Brasil. Nosso papel é apontar alternativas de energias seguras e sustentáveis, e práticas seguras ou formas adequadas de uso dos elementos radioativos.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Rio +20, o fim!
Findada a Conferência Rio +20 organizada pela ONU e patrocinada pelo Brasil, restou uma forte frustração entre ambientalistas e representantes da sociedade civil em várias partes do mundo, por não acreditarem que ocorreram avanços no comprometimento mundial nas questões relativas ao meio-ambiente e a sustentabilidade, até mesmo alguns chefes de estado manifestaram pouco entusiasmo em relação ao documento final da Conferência.
Uma análise mais apurada da Rio +20 e dos resultados concretos da Conferência podem ser vistos no blog Foco BRASIL em:
Uma análise mais apurada da Rio +20 e dos resultados concretos da Conferência podem ser vistos no blog Foco BRASIL em:
Rio +20, em que resultou?
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Começa a Rio+20
Ontem teve início oficialmente a conferência mundial Rio+20 que tratará de temas ambientais que afetam o planeta.
As expectativas de que os representantes dos 130 países que se reúnem no Rio de Janeiro, possam chegar a acordos e decidam pela a adoção de políticas de desenvolvimento e uso dos recursos naturais sustentáveis menos agressivas ao meio ambiente, são grandes, apesar de muitos sinais contrários emitidos por grandes potências mundiais.
Sessão solene marca o início da Rio+20 - Jornal do Brasil 13.06
Diante de tantos problemas que afetam o meio ambiente e após 20 anos sem uma efetiva ação por parte de muitos países que se fizeram presentes a Rio 92, pergunta-se: há de fato uma vontade política internacional de mudar as atuais práticas de agressão a natureza, ou se deseja apenas esconder da opinião pública internacional, mediante paliativos e um marketing institucional do politicamente correto, a total falta de compromisso por parte dos países desenvolvidos e alguns em desenvolvimento, com as principais mudanças necessárias?
Será que é um fato incontestável, a alegação feita por nações pobres ou em desenvolvimento, de que a adoção de discursos de cunho ambientalistas e sustentáveis pelas grandes nações (principais consumidores e exploradores de recursos naturais, grandes poluidores e usuários de energias não limpas, e propulsores de enormes parques e sistemas industrias que agridem o meio ambiente, além de maiores produtores de lixo e resíduos de toda espécie), servem principalmente para limitar a capacidade de crescimento dos países menos desenvolvidos e para interferir na autodeterminação dos povos, submetendo-os a exigências e leis internacionais que eles mesmos, as grandes nações, não praticam ou ignoram?
É possível que as respostas fiquem mais claras após a Rio+20, breve veremos, mas não deixa de ser verdade (ao menos em parte) o que é dito em tais questionamentos, contudo isto não deve ser argumento para que não avancemos rumo a um mundo mais equilibrado e sustentável, mas que certamente não ocorrerá sem a preservação e difusão coletiva de valores e conceitos morais relacionados a valorização da vida, do meio onde estamos e com o qual interagimos, e do reconhecimento da grandiosidade da obra e da natureza existente no planeta Terra.
A destruição do meio e de tudo com o qual interagimos, parte da falta de princípios que exaltem e valorize o conjunto da obra, e principalmente toda a forma de vida, que nos foi legada pelo nosso Deus.
Para que não percamos mais 20 anos sem resolução de problemas urgentes, torcemos pelo melhor nesta conferência internacional, e que os acordos ratificados sejam implementados com seriedade e disposição.
Jesus ilumine as mentes e as ações dos que fazem e participam da Rio+20!
Alguns dos temas a serem tratados na Rio+20:
Objetivos e Temas - Rio+20
O enfoque é para ações e políticas sustentáveis mundiais que envolvam questões como:
Emprego, Energia, Cidades, Alimentação, Água, Oceanos, Desastres.
Especialmente no que se refere a energia e a desastres, a questão nuclear deve ser de alguma forma abordada, mas dificilmente surgiram iniciativas restritivas ao uso desta fonte de energia. Vamos esperar!
Suregimos ler o relatório da PNUMA - Programa do Ambiente das Nações Unidas:
Do Carbono do Solo à Desativação de Reatores Nucleares, o Livro do Ano do PNUMA Destaca as Mais Importantes Questões Que Estão Surgindo - Rio+20
Questões como a desativação de 80 reatores nucleares são tratadas na publicação da ONU.
Também será útil ler alguns relatórios e publicações de entidades de proteção ao meio ambiente, pesquisas ou controle do uso de energia, como as que são publicadas ou divulgadas através do GreenPeace, World Energy Council, ou Aneel.
Publicações que tratam sobre o Brasil:
Aquarela Energética - GreenPeace 01.06
Avaliação dos aspectos de Segurança do Projeto da Usina Nuclear Angra 3 - GreemPeace 06.03
A segurança de Angra 3 - GreenPeace 06.03
Atlas de Energia Elétrica do Brassil, Parte III - Aneel
Publicações sobre energia nuclear no mundo:
Fracassos Nucleares Franceses Nesta página - GreenPeace 16.03
Cortina de Fumaça - Green Peace 25.11.2007
O Papel da Energia Nuclear na Europa - Conselho Mundial de Energia 2007
As expectativas de que os representantes dos 130 países que se reúnem no Rio de Janeiro, possam chegar a acordos e decidam pela a adoção de políticas de desenvolvimento e uso dos recursos naturais sustentáveis menos agressivas ao meio ambiente, são grandes, apesar de muitos sinais contrários emitidos por grandes potências mundiais.
Sessão solene marca o início da Rio+20 - Jornal do Brasil 13.06
Diante de tantos problemas que afetam o meio ambiente e após 20 anos sem uma efetiva ação por parte de muitos países que se fizeram presentes a Rio 92, pergunta-se: há de fato uma vontade política internacional de mudar as atuais práticas de agressão a natureza, ou se deseja apenas esconder da opinião pública internacional, mediante paliativos e um marketing institucional do politicamente correto, a total falta de compromisso por parte dos países desenvolvidos e alguns em desenvolvimento, com as principais mudanças necessárias?
Será que é um fato incontestável, a alegação feita por nações pobres ou em desenvolvimento, de que a adoção de discursos de cunho ambientalistas e sustentáveis pelas grandes nações (principais consumidores e exploradores de recursos naturais, grandes poluidores e usuários de energias não limpas, e propulsores de enormes parques e sistemas industrias que agridem o meio ambiente, além de maiores produtores de lixo e resíduos de toda espécie), servem principalmente para limitar a capacidade de crescimento dos países menos desenvolvidos e para interferir na autodeterminação dos povos, submetendo-os a exigências e leis internacionais que eles mesmos, as grandes nações, não praticam ou ignoram?
É possível que as respostas fiquem mais claras após a Rio+20, breve veremos, mas não deixa de ser verdade (ao menos em parte) o que é dito em tais questionamentos, contudo isto não deve ser argumento para que não avancemos rumo a um mundo mais equilibrado e sustentável, mas que certamente não ocorrerá sem a preservação e difusão coletiva de valores e conceitos morais relacionados a valorização da vida, do meio onde estamos e com o qual interagimos, e do reconhecimento da grandiosidade da obra e da natureza existente no planeta Terra.
A destruição do meio e de tudo com o qual interagimos, parte da falta de princípios que exaltem e valorize o conjunto da obra, e principalmente toda a forma de vida, que nos foi legada pelo nosso Deus.
Para que não percamos mais 20 anos sem resolução de problemas urgentes, torcemos pelo melhor nesta conferência internacional, e que os acordos ratificados sejam implementados com seriedade e disposição.
Jesus ilumine as mentes e as ações dos que fazem e participam da Rio+20!
Alguns dos temas a serem tratados na Rio+20:
Objetivos e Temas - Rio+20
O enfoque é para ações e políticas sustentáveis mundiais que envolvam questões como:
Emprego, Energia, Cidades, Alimentação, Água, Oceanos, Desastres.
Especialmente no que se refere a energia e a desastres, a questão nuclear deve ser de alguma forma abordada, mas dificilmente surgiram iniciativas restritivas ao uso desta fonte de energia. Vamos esperar!
Suregimos ler o relatório da PNUMA - Programa do Ambiente das Nações Unidas:
Do Carbono do Solo à Desativação de Reatores Nucleares, o Livro do Ano do PNUMA Destaca as Mais Importantes Questões Que Estão Surgindo - Rio+20
Questões como a desativação de 80 reatores nucleares são tratadas na publicação da ONU.
Também será útil ler alguns relatórios e publicações de entidades de proteção ao meio ambiente, pesquisas ou controle do uso de energia, como as que são publicadas ou divulgadas através do GreenPeace, World Energy Council, ou Aneel.
Publicações que tratam sobre o Brasil:
Aquarela Energética - GreenPeace 01.06
Avaliação dos aspectos de Segurança do Projeto da Usina Nuclear Angra 3 - GreemPeace 06.03
A segurança de Angra 3 - GreenPeace 06.03
Atlas de Energia Elétrica do Brassil, Parte III - Aneel
Publicações sobre energia nuclear no mundo:
Fracassos Nucleares Franceses Nesta página - GreenPeace 16.03
Cortina de Fumaça - Green Peace 25.11.2007
O Papel da Energia Nuclear na Europa - Conselho Mundial de Energia 2007
terça-feira, 22 de maio de 2012
Pressões corporativas afetam agência reguladora nos EUA
Como em muitos outros países o que ocorre nos EUA em relação a agência reguladora de energia nuclear, conhecida como Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos, as pressões para mudanças na direção são motivadas pela insatisfação das empresas do setor, o que culminou com a renuncia do seu presidente em meio a denuncias de truculências.
O fato é que as agências não cumprem seu papel na íntegra, estão presas a interesses de mercado e de governo, que retiram parte da sua autonomia e fazem com que estas percam eficiência e eficácia.
Dentre as razões para o incidente com fukushima no Japão, está a negligência das autoridades reguladoras japonesas em cobrar mais segurança e planos de contenção de risco mais eficientes na operação das termonucleares, inclusive com indícios de fraude em relação a documentos e estratégias de segurança apresentados pela Tepeco num passado recente.
Nos EUA a questão envolve a insatisfação com as novas regras patrocinadas pela Comissão Reguladora, defendidas pelo presidente Jaczko que renunciou em 21.05, e que tendem a ampliar a segurança e onerar as empresas de energia nucelar.
Como diz um entrevistado na reportagem da Reuters, a questão central seria o dinheiro e os interesses das empresas.
Tachado de rude, dirigente nuclear dos EUA renuncia - Reuters 21.05
Implementamos algumas mudanças nas páginas disponíveis ao lado direito desta mensagem, confira, novas páginas foram disponiblizadas e outras receberam novas informações.
O fato é que as agências não cumprem seu papel na íntegra, estão presas a interesses de mercado e de governo, que retiram parte da sua autonomia e fazem com que estas percam eficiência e eficácia.
Dentre as razões para o incidente com fukushima no Japão, está a negligência das autoridades reguladoras japonesas em cobrar mais segurança e planos de contenção de risco mais eficientes na operação das termonucleares, inclusive com indícios de fraude em relação a documentos e estratégias de segurança apresentados pela Tepeco num passado recente.
Nos EUA a questão envolve a insatisfação com as novas regras patrocinadas pela Comissão Reguladora, defendidas pelo presidente Jaczko que renunciou em 21.05, e que tendem a ampliar a segurança e onerar as empresas de energia nucelar.
Como diz um entrevistado na reportagem da Reuters, a questão central seria o dinheiro e os interesses das empresas.
Tachado de rude, dirigente nuclear dos EUA renuncia - Reuters 21.05
Implementamos algumas mudanças nas páginas disponíveis ao lado direito desta mensagem, confira, novas páginas foram disponiblizadas e outras receberam novas informações.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Capsula encontrada!
A capsula com o Selênio foi encontrada, aparentemente sem violação e exposição de elemento radioativo.
Contudo permanece a dúvida quanto a estarmos prontos para novos incidentes. Também há algo mais a ser levantado: apesar do anúncio pelas autoridades, CNEN - Comissão Nacional de Enenrgia Nuclear, de que a empresa e o transporte do material estavam regular, um "simples assalto" poderia desencadear uma acidente de grandes proporções e liberar material radioativo se a capsula fosse violada.
Felizmente isto não ocorreu, mas precisamos passar por tais situações? E não será hora de ter maior controle sobre a transferência e transporte de material radioativo?
O que você acha? Imagine se o crime fosse praticado com outros fins e por interessados em ter material radioativo para atos violentos?
Encontrado no subúrbio do Rio carro com material radioativo, diz empresa - G1 01.05.2012
Contudo permanece a dúvida quanto a estarmos prontos para novos incidentes. Também há algo mais a ser levantado: apesar do anúncio pelas autoridades, CNEN - Comissão Nacional de Enenrgia Nuclear, de que a empresa e o transporte do material estavam regular, um "simples assalto" poderia desencadear uma acidente de grandes proporções e liberar material radioativo se a capsula fosse violada.
Felizmente isto não ocorreu, mas precisamos passar por tais situações? E não será hora de ter maior controle sobre a transferência e transporte de material radioativo?
O que você acha? Imagine se o crime fosse praticado com outros fins e por interessados em ter material radioativo para atos violentos?
| Réplica do objeto que estava no carro roubado foi apresentada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear; cápsula de selênio fica dentro do objeto (Foto: Christiano Ferreira / G1) |
Encontrado no subúrbio do Rio carro com material radioativo, diz empresa - G1 01.05.2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Mais um exemplo de negligência pública.
Material radioativo roubado no RJ pode matar, diz especialista - G1 30.04
No último dia 25, publicamos um texto alusivo aos 30 anos de uso da energia termonuclear no Brasil, onde chamamos a atenção de todos para os riscos e até citamos o acidente com Césio 137 em Goiânia em 1987.
Também alertamos sobre as evidências de que a pouca e inadequada fiscalização sobre o uso de materiais radioativos no Brasil, e que poderíamos não estar preparados para novos incidentes/acidentes envolvendo fontes emissoras de radiação.
Lamentavelmente o Brasil assiste a mais uma evidência de que estávamos certos sobre nossos questionamentos, corremos o risco de ver ocorrer novo acidente nos moldes de 1987, quando pessoas desavisadas tentaram e violaram uma capsula de elemento radioativa roubada de uma clínica abandonada e vendida em um ferro-velho, provocando mortes e contaminação em muitas pessoas, além de outros danos.
Agora um carro conduzindo uma capsula de Selênio radioativo foi roubado no RJ, e o risco de que seja violada e liberado o material radioativo é real. Pergunta-se então, em que condições era transportado o material? Será que as questões relativas a segurança no manuseio, armazenamento e transporte de elementos radioativos no Brasil não estão sendo negligenciadas pelos agentes reguladores, CNEN, pelo Governo Federal e seus órgãos de segurança?
Até quando vamos estar expostos a tais acontecimentos? Que Deus proteja a todos nós.
| Foto divulgada nesta segunda mostra caixa metálica similar à roubada (Foto: Divulgação/ArcTest) |
Também alertamos sobre as evidências de que a pouca e inadequada fiscalização sobre o uso de materiais radioativos no Brasil, e que poderíamos não estar preparados para novos incidentes/acidentes envolvendo fontes emissoras de radiação.
Lamentavelmente o Brasil assiste a mais uma evidência de que estávamos certos sobre nossos questionamentos, corremos o risco de ver ocorrer novo acidente nos moldes de 1987, quando pessoas desavisadas tentaram e violaram uma capsula de elemento radioativa roubada de uma clínica abandonada e vendida em um ferro-velho, provocando mortes e contaminação em muitas pessoas, além de outros danos.
Agora um carro conduzindo uma capsula de Selênio radioativo foi roubado no RJ, e o risco de que seja violada e liberado o material radioativo é real. Pergunta-se então, em que condições era transportado o material? Será que as questões relativas a segurança no manuseio, armazenamento e transporte de elementos radioativos no Brasil não estão sendo negligenciadas pelos agentes reguladores, CNEN, pelo Governo Federal e seus órgãos de segurança?
Até quando vamos estar expostos a tais acontecimentos? Que Deus proteja a todos nós.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Brasil, 30 anos das termonucleares!
Enquanto o Brasil completa 30 anos de uso da energia nuclear, como alternativa para geração e distribuição de energia elétrica, com as atividades de Angra I interligada ao sistema em abril de 1982.
Pergunta-se, qual deve ser o rumo do Brasil em relação ao uso de energia nuclear?
Para o Governo Federal trata-se de uma alternativa essencial ao país. Mas será que para a população brasileira está posição é a mais adequada?
Será que estamos prontos para arcar com os riscos e os danos que podem trazer ao meio ambiente e a vida, possíveis desastres ou vazamento de material nuclear, sejam eles em atividades de geração de energia elétrica a partir da energia atômica, ou oriundos de outras formas de uso desta forma de energia, e até mesmo de armazenamento ou deposição de material radioativo.
Em várias partes do mundo a exemplo da Alemanha, após o acidente de Fukushima no Japão, esta forma de encarar o uso da energia nuclear (como indispensável), vem se alterando acentuadamente.
No Brasil uma pesquisa realizada em abril/2011, logo após o acidente no Japão, aponta para uma forte rejeição pela população no que diz respeito ao uso de reatores nucleares para a produção de energia, conforme divulga o Estadão.
Maioria é contra energia nuclear no Brasil, diz pesquisa - Estadao 19.04.2011
Mesmo diante de uma reação negativa da maioria da população e considerando os diversos fins de utilização de material radioativo, não só vinculados a atividade de geração de energia, no Brasil já há 3 mil instalações em funcionamento que de alguma forma fazem uso de materiais radioativos.
Informações adicionais em Energia Nuclear no Brasil - Biodieselbr.com
Não se tem uma visão clara de como e o quanto estão preparados os organismos responsáveis no Brasil, no tocante a fiscalizar o uso adequado de tais instalações ou de como lidar com situações de desastres envolvendo material radioativo.
Num passado não muito distante, vimos que as autoridades brasileiras cometeram muitas falhas, sobre tudo com a fiscalização do uso de fontes de emissão radioativa, que culminaram numa tragédia com 04 mortos (quase imediata ou em poucas semanas) e centenas de pessoas expostas a contaminação radioativa no incidente em Goiás, em setembro de 1987.
HISTÓRIA DO ACIDENTE RADIOATIVO DE GOIÂNIA - Secretaria de Saúde de Goiás
Ao que nos parece, não estamos devidamente preparado para todos os riscos inerentes ao uso da energia nuclear, não somente por questões como as de Goiânia ou pelos diversos incidentes nas usinas no Rio de Janeiro, a maioria cercados de desinformação.
Mas principalmente pela ausência de estruturas de estado adequadas a situações de emergência, percebíveis inclusive quando ocorrem eventos naturais, o que nos leva a pensar que para incidentes mais graves envolvendo material radioativo, as faltas e as falhas de tais estruturas não seriam diferentes.
Pergunta-se, qual deve ser o rumo do Brasil em relação ao uso de energia nuclear?
Para o Governo Federal trata-se de uma alternativa essencial ao país. Mas será que para a população brasileira está posição é a mais adequada?
Será que estamos prontos para arcar com os riscos e os danos que podem trazer ao meio ambiente e a vida, possíveis desastres ou vazamento de material nuclear, sejam eles em atividades de geração de energia elétrica a partir da energia atômica, ou oriundos de outras formas de uso desta forma de energia, e até mesmo de armazenamento ou deposição de material radioativo.
Em várias partes do mundo a exemplo da Alemanha, após o acidente de Fukushima no Japão, esta forma de encarar o uso da energia nuclear (como indispensável), vem se alterando acentuadamente.
No Brasil uma pesquisa realizada em abril/2011, logo após o acidente no Japão, aponta para uma forte rejeição pela população no que diz respeito ao uso de reatores nucleares para a produção de energia, conforme divulga o Estadão.
Maioria é contra energia nuclear no Brasil, diz pesquisa - Estadao 19.04.2011
Mesmo diante de uma reação negativa da maioria da população e considerando os diversos fins de utilização de material radioativo, não só vinculados a atividade de geração de energia, no Brasil já há 3 mil instalações em funcionamento que de alguma forma fazem uso de materiais radioativos.
Informações adicionais em Energia Nuclear no Brasil - Biodieselbr.com
Não se tem uma visão clara de como e o quanto estão preparados os organismos responsáveis no Brasil, no tocante a fiscalizar o uso adequado de tais instalações ou de como lidar com situações de desastres envolvendo material radioativo.
Num passado não muito distante, vimos que as autoridades brasileiras cometeram muitas falhas, sobre tudo com a fiscalização do uso de fontes de emissão radioativa, que culminaram numa tragédia com 04 mortos (quase imediata ou em poucas semanas) e centenas de pessoas expostas a contaminação radioativa no incidente em Goiás, em setembro de 1987.
HISTÓRIA DO ACIDENTE RADIOATIVO DE GOIÂNIA - Secretaria de Saúde de Goiás
Ao que nos parece, não estamos devidamente preparado para todos os riscos inerentes ao uso da energia nuclear, não somente por questões como as de Goiânia ou pelos diversos incidentes nas usinas no Rio de Janeiro, a maioria cercados de desinformação.
Mas principalmente pela ausência de estruturas de estado adequadas a situações de emergência, percebíveis inclusive quando ocorrem eventos naturais, o que nos leva a pensar que para incidentes mais graves envolvendo material radioativo, as faltas e as falhas de tais estruturas não seriam diferentes.
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