terça-feira, 22 de maio de 2012

Pressões corporativas afetam agência reguladora nos EUA

Como em muitos outros países o que ocorre nos EUA em relação a agência reguladora de energia nuclear, conhecida como Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos, as pressões para mudanças na direção são motivadas pela insatisfação das empresas do setor, o que culminou com a renuncia do seu presidente em meio a denuncias de truculências.

O fato é que as agências não cumprem seu papel na íntegra, estão presas a interesses de mercado e de governo, que retiram parte da sua autonomia e fazem com que estas percam eficiência e eficácia.

Dentre as razões para o incidente com fukushima no Japão, está a negligência das autoridades reguladoras japonesas em cobrar mais segurança e planos de contenção de risco mais eficientes na operação das termonucleares, inclusive com indícios de fraude em relação a documentos e estratégias de segurança apresentados pela Tepeco num passado recente.

Nos EUA a questão envolve a insatisfação com as novas regras patrocinadas pela Comissão Reguladora, defendidas pelo presidente Jaczko que renunciou em 21.05, e que tendem a ampliar a segurança e onerar as empresas de energia nucelar.

Como diz um entrevistado na reportagem da Reuters, a questão central seria o dinheiro e os interesses das empresas.

Tachado de rude, dirigente nuclear dos EUA renuncia - Reuters 21.05


Implementamos algumas mudanças nas páginas disponíveis ao lado direito desta mensagem, confira, novas páginas foram disponiblizadas e outras receberam novas informações.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Capsula encontrada!

A capsula com o Selênio foi encontrada, aparentemente sem violação e exposição de elemento radioativo.

Contudo permanece a dúvida quanto a estarmos prontos para novos incidentes. Também há algo mais a ser levantado: apesar do anúncio pelas autoridades, CNEN - Comissão Nacional de Enenrgia Nuclear, de que a empresa e o transporte do material estavam regular, um "simples assalto" poderia desencadear uma acidente de grandes proporções e liberar material radioativo se a capsula fosse violada.

Felizmente isto não ocorreu, mas precisamos passar por tais situações? E não será hora de ter maior controle sobre a transferência e transporte de material radioativo?

O que você acha?  Imagine se o crime fosse praticado com outros fins e por interessados em ter material radioativo para atos violentos?

Réplica do objeto roubado foi apresentada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Foto: Christiano Ferreira/G1)
Réplica do objeto que estava no carro roubado foi apresentada
 pela Comissão Nacional de Energia Nuclear; cápsula
de selênio fica dentro do objeto (Foto: Christiano Ferreira / G1)

Encontrado no subúrbio do Rio carro com material radioativo, diz empresa - G1 01.05.2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mais um exemplo de negligência pública.

Material radioativo roubado no RJ pode matar, diz especialista - G1 30.04

Imagem caixa metálica  (Foto: Divulgação/Arc Test)
Foto divulgada nesta segunda mostra caixa metálica similar
à roubada (Foto: Divulgação/ArcTest)
No último dia 25, publicamos um texto alusivo aos 30 anos de uso da energia termonuclear no Brasil, onde chamamos a atenção de todos para os riscos e até citamos o acidente com Césio 137 em Goiânia em 1987.

Também alertamos sobre as evidências de que a pouca e inadequada fiscalização sobre o uso de materiais radioativos no Brasil, e que poderíamos não estar preparados para novos incidentes/acidentes envolvendo fontes emissoras de radiação.

Lamentavelmente o Brasil assiste a mais uma evidência de que estávamos certos sobre nossos questionamentos, corremos o risco de ver ocorrer novo acidente nos moldes de 1987, quando pessoas desavisadas tentaram e violaram uma capsula de elemento radioativa roubada de uma clínica abandonada e vendida em um ferro-velho, provocando mortes e contaminação em muitas pessoas, além de outros danos.

Agora um carro conduzindo uma capsula de Selênio radioativo foi roubado no RJ, e o risco de que seja violada e liberado o material radioativo é real.  Pergunta-se então, em que condições era transportado o material? Será que as questões relativas a segurança no manuseio, armazenamento e transporte de elementos radioativos no Brasil não estão sendo negligenciadas pelos agentes reguladores, CNEN, pelo Governo Federal e seus órgãos de segurança?

Até quando vamos estar expostos a tais acontecimentos?  Que Deus proteja a todos nós.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Brasil, 30 anos das termonucleares!

Enquanto o Brasil completa 30 anos de uso da energia nuclear, como alternativa para geração e distribuição de energia elétrica, com  as atividades de Angra I interligada ao sistema em abril de 1982.

Pergunta-se, qual deve ser o rumo do Brasil em relação ao uso de energia nuclear?

Para o Governo Federal trata-se de uma alternativa essencial ao país.  Mas será que para a população brasileira está posição é a mais adequada?

Será que estamos prontos para arcar com os riscos e os danos que podem trazer ao meio ambiente e a vida, possíveis desastres ou vazamento de material nuclear, sejam eles em atividades de geração de energia elétrica a partir da energia atômica, ou oriundos de outras formas de uso desta forma de energia, e até mesmo de armazenamento ou deposição de material radioativo.

Em várias partes do mundo a exemplo da Alemanha, após o acidente de Fukushima no Japão, esta forma de encarar o uso da energia nuclear (como indispensável), vem se alterando acentuadamente.

No Brasil uma pesquisa realizada em abril/2011, logo após o acidente no Japão, aponta para uma forte rejeição pela população no que diz respeito ao uso de reatores nucleares para a produção de energia, conforme divulga o Estadão.

Maioria é contra energia nuclear no Brasil, diz pesquisa - Estadao 19.04.2011 

Mesmo diante de uma reação negativa da maioria da população e considerando os diversos fins de utilização de material radioativo, não só vinculados a atividade de geração de energia, no Brasil já há 3 mil instalações em funcionamento que de alguma forma fazem uso de materiais radioativos.

Informações adicionais em Energia Nuclear no Brasil - Biodieselbr.com

Não se tem uma visão clara de como e o quanto estão preparados os organismos responsáveis no Brasil,  no tocante a fiscalizar o uso adequado de tais instalações ou de como lidar com situações de desastres envolvendo material radioativo.

Num passado não muito distante, vimos que as autoridades brasileiras cometeram muitas falhas, sobre tudo com a fiscalização do uso de fontes de emissão radioativa, que culminaram numa tragédia com 04 mortos (quase imediata ou em poucas semanas) e centenas de pessoas expostas a contaminação radioativa no incidente em Goiás, em setembro de 1987.

HISTÓRIA DO ACIDENTE RADIOATIVO DE GOIÂNIA - Secretaria de Saúde de Goiás

Ao que nos parece, não estamos devidamente preparado para todos os riscos inerentes ao uso da energia nuclear, não somente por questões como as de Goiânia ou pelos diversos incidentes nas usinas no Rio de Janeiro, a maioria cercados de desinformação.

Mas principalmente pela ausência de estruturas de estado adequadas a situações de emergência, percebíveis inclusive quando ocorrem eventos naturais, o que nos leva a pensar que para incidentes mais graves envolvendo material radioativo, as faltas e as falhas de tais estruturas não seriam diferentes.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Loucura à chinesa

Apesar da crescente onda de insatisfação mundial com o uso da energia nuclear, em especial na geração de energia, a China anuncia que pretende construir 40 centrais termonucleares.

Na contra-mão da história é mais um ato de insensatez protagonizado desta vez pelos chineses, que buscam a via mais fácil em detrimento de outras possíveis fontes de energia alternativas.

China planeja construir 40 centrais nucleares apesar do ocorrido em Fukushima - EFE 03.04.2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não é novo, mas é confirmador:

Para muitos o que ocorreu no Japão em 2011, em especial o acidente nuclear, especificamente a falta de meios de segurança adequados para evitar os efeitos de catástrofes naturais sobre as usinas nucleares era algo de conhecimento do governo japonês, o que confirma a negligência deste e das empresas concessionárias que exploram a produção de energia nuclear.

A vida de pessoas vale pouco, diante das prioridades do Estado em muitos pontos do mundo, e também para os investidores e o mercado, ao menos é o que fica claro diante de tudo que ocorreu.

Documentos revelam que governo japonês sabia de risco de crise nuclear - BBC 09.03.2012

Japão faz um minuto de silêncio e lembra vítimas do terremoto e tsunami - BBC 11.03.2012

Será que pessoas tão simples possuem mais informações do que especialistas e do que as autoridades japonesas, ou a cegueira deste é tamanha que não é capaz de ver e saber sobre algo que até leigos e uma distância considerável,  já conheciam?

Até quando vão agir assim?

Um ano após a mensagem que foi publicada em um blog, algumas evidências confirmam os alertas sobre as ações impróprias no Japão, e que são também em parte responsáveis pela tragédia de 2011.

 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Informações importantes

Diante da necessidade de promover ações de informação a sociedade brasileira (nos seguimentos em que atuamos inicialmente) relativas as Termonucleares, e seus impactos e riscos para a vida e o meio ambiente, e devido aos custos que está tarefa nos impõe, decidimos por implementar e desenvolver meios de arrecadação de recursos e doações, que nos ajudem a  custear as despesas que hoje temos para executar tal tarefa.

Apesar de usarmos em alguns momentos de meios de baixo custo (ou até gratuitos), a exemplo desta página, mesmo assim a custos inerentes a acesso e manutenção da internet, telefonia e segurança em informática, através de sistemas e programas antivírus, dentre outros.

Temos na medida do possível conduzido tais limitações com nossos próprios recursos, ou compartilhando de ferramentas e serviços cedidos ou emprestados por outra ações/projetos, contudo isto faz com que tenhamos uma dificuldade maior de deixar está página mais dinâmica e atrativa, capaz de ser de fato uma alternativa a divulgação de informações sérias e úteis, e que permitam aos que a acessam formar um juízo de mérito sobre as questões relativas a exploração da energia nuclear.

Uma das ações que decidimos implementar foi: o patrocínio remunerado de páginas e anúncios, de forma criteriosa e responsável para assim obtermos mais recursos a medida que os interessados em nos apoiar, encontrem produtos e serviços de seu interesse e ao mesmo tempo ajude-nos ao acessar as páginas e anúncios, pois estaremos sendo remunerados por isto.

Então não se surpreenda com a presença de publicidade na página, e não pensem que a motivação é puramente comercial, na verdade são formas de garantir a continuidade desta ação.

Outra forma é por no ar uma vaquinha, que consiste em doações voluntárias para fins específicos de financiar as ações desta página, e de elaboração de distribuição de materiais publicitárias alertando sobre os males e riscos das Termonucleares.

Antecipadamente agradecemos a todos pela colaboração e compreensão!

Eis uma lista de alguns anúncios patrocinados até hoje:


  
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Caso deseje contribuir com as nossas ações faça um depósito na conta a seguir, desde já agradecemos a você:

CEF - Caixa Econômica Federal, em nome de José Dilson: Agência: 1581 Transação: 013 Conta: 10294-0